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Panorama do consumo em restaurantes no Rio de Janeiro: preferências por cozinha, dias da semana e momentos de refeição

Data de publicação: 10 de setembro de 2026

Com base no estudo do Mastercard Economics Institute em parceria com a ANR, a análise tem como recorte exclusivo as lojas físicas e compara o 2º trimestre de 2026 com o mesmo intervalo de 2025. O estudo mapeia a evolução da participação de cada cozinha ao longo dos dias da semana, oferecendo um panorama detalhado do comportamento de consumo no município do Rio de Janeiro. 

Preferência por cozinhas

Os dados apresentados mostram que, na cidade do Rio de Janeiro, bares/pubs lideram com folga o gasto em restaurantes (27,1%), seguido de hambúrgueres (16,7%) e  churrascarias (11,5%) completando o top 3, enquanto pizzarias (7,5%) e padarias (6,6%) têm pesos intermediários. As cozinhas árabes (1,1%), asiáticas (0,4%) e latina (0,4%) são minoritárias. 

Na distribuição semanal, há clara concentração nos finais de semana: sábado (20,2%) e domingo (17,7%) respondem por 37,9% do gasto semanal, enquanto sexta (16,9%) já antecipa o crescimento. Os dias úteis variam de 10,0% (segunda) a 12,8% (quinta), com terça (11,0%) e quarta (11,4%) em patamares similares. A diferença entre o dia de maior (sábado) e menor (segunda) movimento é de 10,2 pontos percentuais, evidenciando sazonalidade semanal expressiva.

Os dados refletem um comportamento consistente de maior consumo fora do horário de trabalho tradicional.

Dinâmica nas refeições

O almoço domina o share de gastos de segunda a quinta, atingindo o pico de 36,8% na terça. O jantar supera o almoço apenas na sexta (35,3% vs 28,0%) e no sábado (31,6% vs 28,6%)

O gasto noturno (nightlife) concentra-se exclusivamente no fim de semana, com pico de 13,6% no sábado, enquanto o café da manhã mantém participação marginal (abaixo de 10%) em todos os dias. No domingo, o almoço retoma a liderança com 34,0%.

Observa-se uma tendência clara: os dias úteis são fortemente orientados ao almoço, enquanto o fim de semana (especificamente sexta e sábado) desloca o consumo para o período noturno. O “happy hour” apresenta estabilidade nos dias úteis (variando entre 20,8% e 22,0%), mas sofre um salto expressivo no domingo, atingindo o maior share da semana com 26,2%.

Os dados demonstram uma dinâmica de consumo temporal bem definida e sazonal.

Gastos durante a semana


A matriz de gastos semanais para a cidade do Rio de Janeiro (Q2 2025 a Q2 2026) mostra que o total semanal cresce progressivamente de segunda (10,0%) até atingir o pico no sábado (20,2%), com leve queda no domingo (17,7%). No acumulado semanal, o almoço concentra a maior fatia dos gastos (32,6%), seguido de perto pelo jantar (30,1%). O café da manhã é o menor segmento (4,2% do total, com 0,5% a 0,6% diários). 

O almoço domina os dias úteis, com share diário variando de 3,7% a 4,3%, mas apresenta seu maior valor absoluto no fim de semana (5,8% no sábado e 6,0% no domingo). O jantar segue padrão inverso ao almoço: permanece estável nos dias úteis (variando de 2,7% a 4,0%) e dispara na sexta (6,0%) e no sábado (6,4%), que são os picos diários de todo o período, antes de cair para 4,4% no domingo. 

O horário de happy hour tem crescimento contínuo ao longo da semana, elevando-se de 2,2% na segunda para 4,7% no sábado, mantendo 4,7% no domingo. O nightlife é concentrado no fim de semana: registra 2,0% na sexta e atinge o ápice semanal no sábado (2,7%), com queda para 2,1% no domingo. Observa-se que sexta e sábado concentram as maiores movimentações financeiras, especialmente nos períodos noturnos. 

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