Evolução do Setor de Restaurantes e Bares no Brasil – Setembro de 2026

Data de publicação: 06 de novembro de 2026
Com base em insights do Mastercard SpendingPulse™.
Panorama Nacional

O mês de Setembro de 2026 consolida a retomada do fôlego no setor de restaurantes e bares. O segmento encerrou o mês com um crescimento expressivo de 10,8% na comparação ao acumulado anual (YoY), superando levemente o desempenho de agosto, que havia registrado 10,2%. Esse movimento de aceleração é um sinal positivo e indica que o setor deixou para trás a breve desaceleração observada no mês anterior, retomando uma trajetória de expansão sólida.
Ao analisarmos o panorama do ano, o resultado de setembro reforça a resiliência do consumo fora do lar. O patamar de dois dígitos mantém o setor em uma zona saudável de crescimento, embora ainda distante do pico histórico do período, registrado em abril. Por outro lado, a recuperação é notável quando comparada ao vale de junho. A sequência de recuperação a partir de julho (com exceção da leve oscilação em agosto) demonstra que os gastos com alimentação fora do lar continuam sendo uma prioridade no orçamento dos brasileiros, sustentando o ritmo de aceleração e fechando o trimestre com uma perspectiva bastante otimista para o último quarter do ano.
Gasto Nominal no setor

Há uma trajetória clara de recuperação e crescimento ao longo de 2026. Após um início de ano morno, marcado por uma queda acentuada em fevereiro, o setor de restaurantes e bares apresentou uma retomada consistente, culminando no pico histórico do período em agosto.
Em setembro, o setor acumulou R$ 22,6 bilhões em gastos nominais, consolidando-se como o terceiro melhor mês do ano em volume financeiro. No entanto, na comparação com o mês anterior, observa-se um recuo de 5,6%. Essa acomodação é natural após o forte salto de agosto e não apaga o bom desempenho do trimestre. O patamar de setembro segue bastante superior ao registrado no primeiro semestre, confirmando a resiliência do consumo fora do lar.
Nota: Como a métrica agora é “BRL nominal” (valores brutos, sem descontar a inflação), não é possível afirmar se o consumo real (em quantidade de produtos/serviços) subiu ou caiu de agosto para setembro, apenas que o volume de dinheiro movimentado foi menor.
Desempenho do Setor

Enquanto o topo do ranking é puxado por Combustíveis, Restaurantes & Bares se destaca como o principal representante do setor de serviços (junto com Hospedagem, que cresceu apenas +2,3%).
O resultado de Restaurantes & Bares (+10,8%) é ainda mais notável quando contrastado com os setores na parte inferior da tabela, que apresentaram retração. O consumo de lazer e alimentação fora do lar está em clara ascensão, enquanto categorias como Eletrônicos (-16,1%), Móveis & Decoração (-3,9%) e Material de Construção (-3,2%) sofrem quedas.
Desempenho por Estado

Sudeste e Sul puxam o crescimento, mas Nordeste surpreende no topo do ranking de Restaurantes & Bares
O grande destaque fica para Santa Catarina, que lidera o ranking com um expressivo crescimento de +16,4% no acumulado do ano. Na sequência, completando o pódio, aparecem Ceará (+15,8%) e Rio Grande do Sul (+14,9%), demonstrando que o bom momento do setor não está restrito a uma única região.
É notável a forte presença de estados do Nordeste no topo da tabela. Além do Ceará na segunda posição, Bahia (+14,9%), Piauí (+14,2%) e Paraíba (+13,7%) figuram entre os dez primeiros, evidenciando uma recuperação vigorosa do consumo na região.
O Sudeste, principal mercado consumidor do país, apresenta um comportamento mais heterogêneo: enquanto Espírito Santo (+12,5%) e Minas Gerais (+11,5%) mostram bom desempenho, Rio de Janeiro (+10,8%) e São Paulo (+8,6%) crescem abaixo da média nacional.
Na outra ponta, os menores crescimentos são observados no Mato Grosso do Sul (+8,5%) e Amapá (+6,5%).
O crescimento real foi calculado a partir do crescimento nominal reportado pelo SpendingPulse, descontada a inflação implícita setorial com base em dados do IBGE/SIDRA. O SpendingPulse reporta crescimento nominal e não ajusta automaticamente por inflação.
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