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Para ANR, fechamento pode atingir até 30% das empresas do setor

O presidente da ANR, Cristiano Melles, fez na última semana uma nova estimativa sobre o fechamento de bares e restaurantes com a pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, 30% dos bares e restaurantes de todo o Brasil não devem sobreviver à crise. A informação foi compartilhada durante live do jornal O Tempo, de Minas Gerais, realizada na última terça-feira (28), publicada também com destaque no portal UOL, o maior do país. “É uma crise
sem precedentes. O pequeno e o médio empreendedor não têm condições de fazer frente à folha de pagamento. Se passarmos mais dias fechados ou com horários limitados em grandes cidades, esse número vai crescer e ultrapassar os 40% em duas semanas”, disse.

Melles reforçou que com o encerramento das operações, mais de 1,2 milhão de empregos no setor serão perdidos. Somente na capital mineira, Belo Horizonte, mais de 100 mil postos de trabalho foram fechados, de acordo com
o presidente da ANR. “Das grandes capitais, BH é a única que ainda permanece sem autorização para a retomada do consumo no salão. A reabertura deveria ter acontecido de forma responsável, junto com outros comércios”, afirmou.

No bate-papo, conduzido pelos jornalistas Helenice Laguardia e Karlon Aredes, Cristiano Melles destacou, ainda, que uma das principais bandeiras da ANR é a defesa de uma ajuda federal específica para o setor, a exemplo do que foi feito em outros países. “Na Grã-Bretanha, por exemplo, o governo está dando vouchers para a população gastar em bares e restaurantes, além de diminuir a carga tributária do setor”, comentou.

Segundo pesquisa feita pela ANR em junho, 76% dos restaurantes que buscaram novas linhas de crédito para financiar o negócio no Brasil tiveram suas propostas recusadas, o que contribuiu para o agravando da crise no food service. Para acessar na íntegra o conteúdo, clique aqui.

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